O TEMPO E O VENTO

O TEMPO E O VENTO

Um filme de Jayme Monjardim

O Tempo e o Vento, primeiro filme inteiramente filmado com a nova Sony F65.

Affonso Beato com a Sony F65.

 

O filme O Tempo e o Vento foi filmado com a câmera Sony F65. Foi uma experiência pioneira, o primeiro filme no mundo realizado inteiramente com essa câmera.

A F65 é uma câmera de altíssima resolução e com uma gama de cores inacreditável. Ela faz realmente o 4K, com toda sua qualidade espetacular.

Realizadores

 

Agradecimento aos parceiros de Pelotas

Os camarins localizados na Charqueada São João, em Pelotas, foram preparados por profissionais locais. A decoração foi idealizada por Roberto Peres, que utilizou artefatos cedidos pelo Brick Quebra GalhoOxs Locações e pelas artistas plásticas Graça Antunes, Nina Rosa e Vera Souto. A produção e organização diária estava aos cuidados de Daniela Pohl Cavada, da Difere Inteligência em Eventos.

A Difere captou também os seguintes apoiadores: 

Doceria Márcia Aquino, Agropecuária Pinho, Café 35, Biscoitos Zezé, C & D Doces, Buffet Cliff, Doces Anette Ruas, Doces Imperatriz, Doces caseiros Crochemore, Doceria, Gelei, Frigorífico Castro, Lizane Pestano, Louceiro e Supermercado Guanabara.

No segundo momento do filme (maio), a Difere captou as seguintes empresas:

OXS Locações: mobiliário para os camarins; Café 35Márcia Aquino: tortas doces e salgadas; Gaudí Gastronomia: açúcar, adoçante, copos plásticos, mexedores e demais insumos para café, Doces Anette RuasBiscoitos Zezé; Class Locações: louças para o brinde; Casa do Vinho – SaltonKoisa Nossa Produtos AlimentíciosHortifrutigranjeiro Basque.

TVCOM Tudo Mais no set de O Tempo e o Vento

Para quem não conseguiu assistir na TVCOM, segue a primeira reportagem do programa TVCOM Tudo Mais no set do filme:

http://mediacenter.clicrbs.com.br/tvcom-rs-player/131/player/255486/tvcom-tudo-mais-o-tempo-e-o-vento-parte-1/1/index.htm

Fim de uma etapa

Terminaram hoje, por volta das 17h30min, as filmagens de O Tempo e o Vento, na Charqueada São João, em Pelotas. Mas seguiremos por aqui registrando bastidores e imagens.

Obrigado a todos pelo carinho!

Sê inteiro

 

Um ator não é feito apenas de talento, dedicação, estudo, competência. Nem de beleza. Como escreveu Fernando Pessoa,
 
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
 
Thiago é obviamente grande, à primeira vista. Mas o tamanho do que ele é está muito além do seu porte físico. Na interação com gigantes da dramaturgia nacional, além de profissionalismo, Thiago demonstrou carinho e respeito. Obrigada por termos, entre nós, pessoas especiais na sua trajetória, como Fernanda Montenegro e Paulo Goulart, e o "garoto" Thiago, que já trilha o mesmo caminho.
 
Fotos: Jayme Monjardim e Nauro Júnior.
Texto: Milena Fischer

"É preciso estar preparado para receber a sorte"

 

 

Quem já acompanhou o trabalho de Jayme Monjardim em set de cinema ou produções de televisão tem a certeza de que ele faz um acordo com São Pedro. As mudanças climáticas, geralmente favoráveis à cena em questão, são recorrentes. Na época das gravações de A Casa das Sete Mulheres, tornou-se lenda a cena em que Thiago Lacerda, na pele de Garibaldi, tinha que atravessar o barco por terra - e era necessária uma chuva forte. Lá em Uruguaiana (RS), estava tudo pronto para a equipe de efeitos especiais produzir chuva cenográfica. Mas, de repente, o céu da campanha se fechou e formou-se um temporal fortíssimo. Monjardim estava preparado para receber a sorte, como costuma dizer. Protegeram a câmera e rodaram a cena com uma tempestade real, que chegou a despedaçar as velas do barco e danificar o barco.

 

Em O Tempo e o Vento não tem sido diferente. Basta marcar cenas densas, externas, que o céu amanhece carregado de nuvens tão dramáticas quanto os diálogos. No primeiro dia de filmagens em Pelotas, na fase final de filmagens do longa, na sexta-feira, foi realizado o casamento de Luzia (Mayana Moura) e Bolívar (Igor Rickli), na bela capela da Beneficência Portuguesa. Momentos antes de a noiva entrar na igreja, o céu estava nublado, sem a luz que cooperaria para formar a atmosfera da cena. Mas eis que, de repente, esse sol incrivelmente belo invadiu a capela. E, mais uma vez, Monjardim e a equipe estavam preparados para receber a sorte. Elenco a postos, figuração, refletores, figurino, maquiagem, cabelos, câmeras....ação.

O resultado? O fotógrafo Fernando Nipper registrou para vocês nesta linda imagem.

 

O que nos move

 

Fotos: Albert Moreira e Jayme Monjardim

 

Por Milena Fischer

 

Há um quê de doçura em um roteiro que perpassa guerras, mortes, conflitos e perdas mas que, em profundidade, revela o amor que há em nós, através dos olhos maduros e nostálgicos de uma personagem contundente. O Tempo e o Vento, nas escolhas de Jayme Monjardim, existe porque temos Fernanda Montenegro entre nós, e, nesta atriz de uma raridade comovente, temos Bibiana. A mulher de Capitão Rodrigo, que Erico Verissimo criou como um símbolo do feminino denso, capaz, firme, doce e possível. Possível de existir em cada uma das mulheres que a assistirão no cinema. Possível de existir em cada esquina desse país, na pele de mulheres que amam, que são maternas, que sofrem, que têm na resiliência um esteio. 

Que passam pela vida com a certeza de tê-la vivido, em todas as suas matizes. Cinzas, negras, suaves e claras como os olhos de suas intérpretes nessa obra cinematográfica. Ao eleger Bibiana como o fio condutor dessa história, Jayme não fez apenas uma escolha artística, ele desenvolveu uma ode à mulher real, na ficção. E não fazemos nossas escolhas à toa. Filho de Maysa, uma mulher forte, controversa, apaixonada, o diretor mostra  uma predileção por esse olhar feminino sobre o mundo.

Feminino não apenas no gênero, mas nas nuances. A cartela de cores do filme tem a sutileza da inspiração em Rembrandt. O tom de voz dos personagens, a escolha dos planos perseguidos pelos competentes operadores de câmera, a luz suave de Affonso Beato, a voz pausada e paciente com que Jayme comanda o set. A escolha por uma das obras mais marcantes da Literatura Brasileira. A miríade de possibilidades que se descortina diante de nós, a partir das escolhas do diretor, é sedutora. E feminina.

O Tempo e o Vento é uma produção gestada com amor, ela fala do amor fraterno e do amor passional, ela fala de quem tem amor pelo que o Brasil tem para contar de sua própria história. Se tem que ser eterno enquanto dure, que fique para sempre, como literatura, como minissérie, como filme e como memória do país.

 

 

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